Terça-feira, 3 de Abril de 2007

Ó sorte!

 

Não tenho sorte nenhuma! O azar persegue-me. O ano passado levei o meu RH à inspecção, convencido que estava tudo bem com ele. Fiquei espantado quando o funcionário do centro de ispecção me diz que reprovou e com seis anomalias! Seis?!? Não queria acreditar, mas, depois de recuperar do trauma, marquei uma consulta no mecânico para o RH. Dois dias e 150€ depois, veio como novo. Lá passou na inspecção. No dia seguinte à inspecção, fui até ao monte apanhar cavacos, e, uma desgraça abateu-se sobre o meu RH! A foto diz o resto. Sim, um enorme pinheiro caiu em cima do meu carro. Foi a sua morte numa altura em que estava a pensar vendê-lo. O Pior de tudo, foi o facto de me encontrar dentro do carro, mas infelizmente só pati um braço. Uma semana depois, a empresa em que trabalhava foi à falência. Um dos patrões fez um desfalque na empresa e fugiu para o Brasil, sorte a dele. Fiquei sem emprego e com um braço partido. Mas como eu tenho sempre pensamento positivo, decidi ir à luta e procurar novo emprego.

 

 

Arranjei emprego como pescador de trutas no rio cávado. Como pescador pensava eu! Na verdade, a empresa era fictícia, e, na verdade, era uma empresa que se dedicava a piratiar barcos de pesca que navegavam rio acima, rio abaixo. Embora de obrigado, lá ia tendo sucesso e até levava jeito para o roubo. Mas o tempo das vacas gordas não durou muito. A crise atingiu também a pesca fluvial e o negócio da pirataria também foi à falência. Azar o meu, estava novamente no desemprego.

 

 

Tentei, mais uma vez, arranjar emprego. Não consegui nada. Decidi então, establecer por conta própria. Só não sabia o que fazer. Foi então que decidi montar uma escola de ladrões, assassinos e bandidos em geral (afinal, com a experiência adequirida na pirataria não devia ser difícil). Uma espécie de Universidade Independente dos pobres. Para primeiro aluno, usei como cobaia o meu gato. Bem, num mês, o bichano era o terror da zona. Mas como começaram a desaparecer muitos cães na minha área de residência, os vizinhos fizeram queixa à polícia. Fecharam a escola e meteram-me um processo em tribunal. Mais uma vez sem emprego.

 

 

O que mais me poderia correr mal? Talvez no campo amoroso? Não aí nada podia correr mal. Puro engano. A gaja com quem eu andava, tinha acabado de fazer uns emplantes mamários. Eu, como sou estúpido, prometi-lhe que pagava a operação. Mas como estava sempre a ficar sem emprego, e isso é o mesmo que dizer que estava sem dinheiro, a gaja trocou-me por um jogador de futebol do Pico de Regalados. O gajo era um perfeito anormal, mas era a estrela da equipa e ganhava muito bem. Azar o meu. Desta vez tava sem emprego e sem gaja. Não, mais nada podia correr mal. Até receber um carta do senhoria a dizer que se não pagasse os dois meses de enda em atraso que me ounha na rua. Tentei explicar que não tinha emprego e que também não tinha para onde ir. Azar o meu. Pôs-me na rua em dois tempos. 

 

 

Desde então vou vivendo nos bancos dos jardins, entradas de prédios e bancos. A minha única companhia é o computador onde vou vendo aqueles sites giros onde aparece miúdas semi-descascadas. Por isso quero aproveitar aqui para faer um apelo. Alguma alma caridosa que me dê emprego, que me arranje uma gaja e já agora, uns óculos novos que eu co estes já não vejo nada.

 

 

Jeremy spoken

 

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